Preparando a festa do Corpus Christi

Com a proximidade desta festa, selecionamos alguns textos do Bem-aventurado Álvaro del Portillo.

Opus Dei - Preparando a festa do Corpus Christi

A Missa, centro e raiz da vida do cristão

Uma alma de fé reconhece no Sacrifício do altar o fenômeno mais extraordinário deste mundo. Assistir à Missa – para os sacerdotes, celebrá-la –, significa desligar-se dos laços temporais de lugar e tempo, próprios de nossa condição humana, para nos situarmos no cume do

Gólgota, junto à Cruz, onde Jesus morre pelos nossos pecados, participando ativamente no seu Sacrifício redentor.

Como nos comportaríamos se houvéssemos tido a graça de acompanhar a Cristo naquelas horas amargas, junto à Santíssima Virgem, São João e às santas mulheres, sabendo que se cumpria a libertação do gênero humano, a redenção de nossas almas e de nossos corpos? Sem dúvida teríamos buscado uma união intensa e imediata com nosso Redentor, na adoração, na ação de graças, na reparação e na petição que Jesus Cristo apresentava a Deus Pai por nós naqueles momentos.

Carta pastoral, 1-IV-1986.

Nossa vida e a Missa

A Missa é «centro»; portanto deve ser o ponto de referência de cada um dos nossos pensamentos e de cada uma das nossas ações. Na tua vida nada deve desenvolver-se fora do Sacrifício eucarístico. Na Missa encontramos o Modelo perfeito da nossa entrega. Ali está Cristo vivo, palpitante de amor. Em aparente inatividade, oferece-se constantemente ao Pai, com todo seu Corpo Místico – com as almas dos seus –, em adoração e ação de graças, em reparação pelos nossos pecados e em petição de dons, num holocausto perfeito e incessante. Jesus Sacramentado dá-nos um impulso permanente e gozoso para dedicarmos a existência inteira, com naturalidade, à salvação das almas.

Carta pastoral, 1-IV-1986.

Corredentores na Missa

Se toda a nossa existência deve ser corredenção, não esqueçais que na Santa Missa a tua vida adquire essa dimensão corredentora, ali toma a sua força e manifesta-se especialmente. Por isso, a Missa é a “raiz” da vida interior. Devemos estar bem unidos a essa raiz, e isto depende também de nossa correspondência. É por isso que a nossa entrega vale o que valer a nossa Missa– concretizo, parafraseando ao nosso Padre [São Josemaria]; nossa vida é eficaz, sobrenaturalmente falando, na medida da piedade, da fé, da devoção com que celebramos ou assistimos ao Santo Sacrifício do Altar, identificando-nos com Jesus Cristo e seus desejos de redenção. No Santo Sacrifício, com efeito, recuperamos as forças gastas na luta cotidiana, e ficamos repletos de desejos de santidade e de apostolado.

Carta pastoral, 1-IV-1986.