Por que o Papa é Pedro?

Os católicos professam obediência ao Papa, como legítimo sucessor de Pedro, e consideram-no o representante de Nosso Senhor Jesus Cristo aqui na terra. Perante esta afirmação algumas pessoas perguntam, hoje em dia: De onde vem a autoridade do Papa? Não é apenas um homem? Infalível significa que o Papa não se pode enganar?

Perguntas sobre a fé
Opus Dei - Por que o Papa é Pedro?O Senhor fez de Simão, a quem deu o nome de Pedro, e somente dele, a pedra angular da sua Igreja.

1. Se Cristo é Cabeça da Igreja, Por que dizemos que São Pedro é o Chefe da Igreja?
Em vários lugares da Escritura consta que Cristo nomeou São Pedro Chefe da Igreja:

“Cristo, ao instituir os Doze, instituiu-os à maneira de colégio ou grupo estável, ao qual prepôs Pedro, escolhido dentre eles" (Catecismo da Igreja Católica, 880).

"Somente Simão, a quem deu o nome de Pedro, o Senhor constituiu em pedra de sua Igreja. Entregou-lhe as chaves da mesma, instituiu-o pastor de todo o rebanho. Porém, o múnus de ligar e desligar, que foi dado a Pedro, consta que também foi dado ao colégio dos apóstolos, unido a seu chefe." Este oficio pastoral de Pedro e dos outros Apóstolos faz parte dos fundamentos da Igreja e é continuado pelos Bispos sob o primado do Papa (Catecismo da Igreja Católica, 881).

Contemplar o mistério

O teu maior amor, a tua maior estima, a tua mais profunda veneração, a tua obediência mais rendida, o teu maior afeto hão de ser também para o Vice-Cristo na terra, para o Papa.
Nós, os católicos, temos de pensar que, depois de Deus e da nossa Mãe a Virgem Santíssima, na hierarquia do amor e da autoridade, vem o Santo Padre.

Forja, 135

"Esta é a única Igreja de Cristo - que no Símbolo professamos Una, Santa, Católica e Apostólica -, aquela que o nosso Salvador, depois da sua ressurreição, entregou a Pedro para que a apascentasse, encarregando-o a ele e aos outros Apóstolos de a difundir e governar, e que erigiu para sempre como coluna e fundamento da verdade. (Lumen Gentium, n. 8)

2. Por que é que o Papa é o sucessor de São Pedro?
"O Papa, bispo de Roma e sucessor de São Pedro, 'é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, quer dos Bispos, quer da multidão dos fiéis'. 'Com efeito, o Pontífice Romano, em virtude de seu múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja, possui na Igreja poder pleno, supremo e universal. E ele pode exercer sempre livremente este seu poder" (Catecismo da Igreja Católica, 882).

Contemplar o mistério

O amor ao Romano Pontífice há de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos Cristo. Se cultivarmos a intimidade com o Senhor por meio da oração, caminharemos com o olhar desanuviado que nos permitirá distinguir - mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos causam pranto ou dor - a ação do Espírito Santo (Amar a Igreja, p. 41).

Católico, Apostólico, Romano! - Gosto que sejas muito romano. E que tenhas desejos de fazer a tua "romaria", "videre Petrum", para ver Pedro (Caminho, 520)

Venero com todas as minhas forças a Roma de Pedro e de Paulo, banhada pelo sangue dos mártires, centro donde tantos saíram para propagar por todo o mundo a palavra salvadora de Cristo. Ser romano não implica nenhum particularismo, mas ecumenismo autêntico. Representa o desejo de dilatar o coração, de abri-lo a todos com as ânsias redentoras de Cristo, que a todos procura e a todos acolhe, porque a todos amou primeiro. (Amar a Igreja, p. 37-38).

As cidades antigas estavam rodeadas de muralhas. Entregar as chaves que davam acesso às muralhas equivalia a dar poder sobre a cidade. A expressão dar as chaves equivale a dar-lhe o poder supremo sobre a sua Igreja, à que muitas vezes chama "reino dos céus".

3. Qual é a missão do Papa?

O Papa, bispo de Roma e sucessor de São Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. É o Vigário de Cristo, cabeça do colégio dos bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual tem, por instituição divina, potestade plena, suprema, imediata e universal. (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 182)

O Bispo da Igreja de Roma, no qual permanece o múnus concedido pelo Senhor de forma singular a Pedro, o primeiro dos Apóstolos, para ser transmitido aos seus sucessores, é a cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e Pastor da Igreja universal neste mundo; o qual, por consequência, em razão do cargo, goza na Igreja de poder ordinário, supremo, pleno, imediato e universal, que pode exercer sempre livremente (Código de Direito Canônico, cc 331).

Contemplar o mistério

E esta é a missão permanente de Pedro: fazer com que a Igreja nunca se identifique com uma só nação, com uma única cultura nem com um só Estado. Que seja sempre a Igreja de todos. Que reúna a humanidade para além de todas as fronteiras e, no meio das divisões deste mundo, torne presente a paz de Deus e a força reconciliadora do seu amor. Graças à técnica igual em toda a parte, graças à rede mundial de informações e graças, também, à ligação de interesses comuns, hoje no mundo existem novas formas de unidade, que porém fazem explodir também novos contrastes e dão um renovado ímpeto aos antigos. No meio desta unidade exterior, fundamentada nos bens materiais, temos ainda mais necessidade da unidade interior, que provém da paz de Deus, unidade de todos aqueles que, mediante Jesus Cristo, se tornaram irmãos e irmãs. Esta é a missão permanente de Pedro e também a tarefa específica confiada à Igreja de Roma. (Bento XVI, Homilia de 29 de junho de 2008)
O caminho de são Pedro para Roma, como representante dos povos do mundo, insere-se sobretudo sob a palavra "una": a sua tarefa consiste em criar a unidade da catholica, da Igreja formada por judeus e pagãos, da Igreja de todos os povos. Pedro que, segundo a ordem de Deus, foi o primeiro a abrir a porta aos pagãos, agora deixa a presidência da Igreja cristão-judaica a Tiago, o Menor, para se dedicar à sua verdadeira missão: ao ministério para a unidade da única Igreja de Deus, formada por judeus e pagãos. (Bento XVI, Homilia 29 de junho de 2008)

4. Que significa que o Papa é Vigário de Cristo?

O Papa chama-se Vigário de Cristo porque faz as vezes de Cristo no governo da Igreja. Vigário vem das palavras latinas: vices agere, fazer as vezes.
Cabeça visível da Igreja, porque a rege com a mesma autoridade de Cristo, que é a Cabeça invisível (cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 882).

5. Por que é que se lhe chama Sumo Pontífice?
Sumo Pontífice significa sumo sacerdote porque tem em seu poder todos os poderes espirituais com que Cristo enriqueceu a sua Igreja. O Sumo Pontífice, bispo de Roma e sucessor de São Pedro, "é o princípio e fundamento perpétuo e visível de unidade, tanto dos bispos como da multidão dos fiéis" (Lumen Gentium 23)

Contemplar o mistério

Esta Igreja Católica é romana. Eu saboreio esta palavra: romana! Sinto-me romano, porque romano quer dizer universal, católico; porque me leva a amar carinhosamente o Papa, il dolce Cristo in terra, como gostava de repetir Santa Catarina de Sena (Amar a Igreja, p. 37).

Para tantos momentos da História (que o diabo se encarrega de repetir) parecia-me muito acertada aquela consideração que me escrevias sobre a lealdade: "Trago todo o dia no coração, na cabeça e nos lábios uma jaculatória: Roma!" (Sulco, 344).

A nossa Santa Mãe a Igreja, em magnífica extensão de amor, vai espalhando a semente do Evangelho por todo o mundo. De Roma à periferia.
- Ao colaborares nessa expansão, pelo orbe inteiro, leva a periferia ao Papa, para que a terra toda seja um só rebanho e um só Pastor: um só apostolado! (Forja, 638).

"Tens de acolher a palavra do Papa com uma adesão religiosa, humilde, interna e eficaz: serve-lhe de eco!"

6. Infalível significa que o Papa não pode enganar-se em nada?

"Para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar este serviço, Cristo dotou os pastores do carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes" (Catecismo da Igreja Católica, 890).

"Goza desta infalibilidade o Pontífice Romano, chefe do colégio dos Bispos, por força de seu cargo quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis e encarregado de confirmar seus irmãos na fé, proclama, por um ato definitivo, um ponto de doutrina que concerne à fé ou aos costumes... " (Catecismo da Igreja Católica, 891).

Contemplar o mistério

A suprema potestade do Romano Pontífice e a sua infalibilidade, quando fala ex cathedra, não são uma invenção humana, pois baseiam-se na explícita vontade fundacional de Cristo. Que pouco sentido faz contrapor o governo do Papa ao dos bispos, ou submeter a validade do Magistério pontifício ao consentimento dos fiéis! Nada mais alheio à Igreja do que o equilíbrio de poderes; não nos servem esquemas humanos, por mais atrativos ou funcionais que sejam. Ninguém na Igreja goza por si mesmo de potestade absoluta, enquanto homem; na Igreja não há outro chefe além de Cristo; e Cristo quis constituir um Vigário seu - o Romano Pontífice - para a sua Esposa peregrina nesta terra (Amar a Igreja, p. 40).

7. Quando se exerce a infalibilidade do Magistério?

A infalibilidade se exerce quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio dos bispos em comunhão com o papa, sobretudo reunido num Concílio Ecumênico, proclamam com ato definitivo uma doutrina referente à fé ou à moral, e também quando o papa e os bispos, em seu Magistério ordinário, concordam em propor uma doutrina como definitiva. A esses ensinamentos todo fiel deve aderir com o obséquio da fé (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 185).

Contemplar o mistério

Cada dia hás-de crescer em lealdade à Igreja, ao Papa, à Santa Sé... Com um amor cada vez mais teológico! (Sulco, 353)

A fidelidade ao Romano Pontífice implica uma obrigação clara e determinada: a de conhecer o pensamento do Papa, manifestado nas Encíclicas ou em outros documentos, fazendo quanto estiver ao nosso alcance para que todos os católicos prestem ouvidos ao magistério do Santo Padre, e ajustem a esses ensinamentos a sua atuação na vida (Forja, 633)

Tens de acolher a palavra do Papa com uma adesão religiosa, humilde, interna e eficaz: serve-lhe de eco! (Forja, 133)